Temo por escrever algo que não me agrade , temo por sentir o que não sinto , releio inúmeras vezes o mesmo volume do velho livro que encobre de poeira minha prateleira recheada de coleções nunca lidas , faço o triste se tornar bonito nos olhos daqueles que nada vêem se não o abismo que percorre todos os seus caminhos , permito dizer a verdade crua e nua para os mais "puros" do seres , ignoro o sono que tenho fumando o cigarro " veneno de rato" , tomando o fétido café aguado e cheirando o pó amargo de minha saudade. Falo com amigos já afastados por meio do tempo , o velho tempo que nos enche de nostalgia todas as manhãs quando olhamos para o espelho e lembramos de nossa infância .
E o medo , o medo de me tornar alguém apoético , apático , sem vida , alguém flamejante em busca de um sorriso , um amarelo sorriso desdentado , porém verdadeiro.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Tinco, Tlinta e Tinco!
Só para descontrair um pouco. Mas vai dizer que nunca aconteceu com vocês?
Animação vencedora do animamundiweb 2006 nas categorias de juri popular e juri profissional.
Animação, desenho e edição de som: Alexandre Velloso
Roteiro e vozes: Sergio Castelo Branco
http://www.animamundi.com.br/
Animação vencedora do animamundiweb 2006 nas categorias de juri popular e juri profissional.
Animação, desenho e edição de som: Alexandre Velloso
Roteiro e vozes: Sergio Castelo Branco
http://www.animamundi.com.br/
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
A gota final
Os olhos azuis refletiam a chama por trás das mexas negras. Eles eram a única coisa que demonstrava vida atrás das olheiras profundas de sua face magra. A fumaça do cigarro subia beirando as paredes do canto escuro em que estava. O chão e paredes frios adormeciam-lhe o corpo. Seu caderno de rascunhos estava jogado ao seu lado junto com a pena e a tinta. Mantinha um braço apoiado no joelho enquanto segurava o cigarro. Seus olhos estavam fixados no estilete ao seu lado. Aquele seria seu ultimo poema, e seria de matar. Levantando-se apanhou as coisas jogadas e dirigiu-se até a escrivaninha. Ele acendeu uma vela, odiava escrever sob a luz artificial, “Luzes elétricas tiram todo o clima da coisa. Não há nada como escrever ao sol do meio-dia ou sob a luz de uma vela” é o que costumava dizer. Puxou então seu caderno e sua pena. Havia um frasco vazio bem ao seu lado, o qual olhou fixamente por um longo tempo. Ele fechou os olhos tentando manter fixos os versos em que pensara, deu um suspiro e pegou o estilete. As luzes dançantes da chama refletiam na lamina metálica iluminando seus olhos. O brilho fazia o azul de seus olhos brilharem como as águas de um lago. Ele hesitou por um instante com a lamina em mãos. Fechou novamente os olhos, respirou fundo e num movimento rápido cortou o próprio pulso. Finalmente estava feito. Rapidamente ele posicionou a ferida recém aberta na boca do frasco para que nada fosse desperdiçado. Então ele mergulhou a ponta da pena no fluido escarlate da vida. Ele agora devia se apressar. As linhas vermelhas iam tomando forma em seu caderno. A pena parecia chorar sangue enquanto deixava seu rastro no papel. Minutos se passaram e o liquido rubro já transbordara do recipiente e pingava no chão. Seus sentidos começavam a falhar enquanto os últimos versos eram declamados na folha. Os segundos pareciam correr mais devagar para que ele pudesse terminar a tempo. Então aconteceu. Ambos estavam finalmente terminados. Seu poema e sua vida triunfantemente chegaram ao seu termino. Ambos com o mesmo ponto final.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
O último gole de rum!
O dia radiava, lançava em meus olhos brilhos nostálgicos que só faziam sentir em minha cabeça o peso de uma noite mal dormida , havia acabado de abrir os olhos quando recebi um telefonema , logo pensei ser algo extremamente ruim , e era , fazia uma hora que meu chefe me ligava e nada , tentei ter uma conversa amigável , tentei mostrar que estava doente , forçar uma voz roca , mas não era preciso tanto, e ao lançar o olhar para o chão, me recordei porque havia sonhado com uma garrafa de rum .
Não mentiria , se realmente eu tivesse dormido com uma mulher nessa cama ,certamente eu me recordaria , porém , nada me fazia lembrar das ultimas 18 horas .Tomei um banho , aparei a barba , vesti uma camisa sem passar e corri para o trabalho.
Fui recebido com um longo e exaustivo bombardeio de obuses , essas, recheadas das mais doces palavras que um homem no qual ,o coração saia pela boca e o rosto apimentava a cada gesto.Para aqueles que pensam ser meu "adorável chefe " , acertaram , não respondi uma palavra , mais pensei em 300 métodos de aplica-lo uma morte rápida .Quanto mais o tempo passava , mais as coisas iam piorando , o que era para ser apenas uma bronca entre patrão e empregado se transformou em gritos e berros vindo de um mesmo homem, um homem enfurecido por ter uma mulher que lhe pregasse galhos diariamente , respirava fundo a cada palavra cuspida em minha cara , me segurava para não fechar o punho e soca-lo até a morte .Fechei os olhos e por algum motivo no qual não me recordo , e que nessas circunstancias não faria tanta diferença , comecei a recordar o que havia se passado nas minhas 18 ultimas horas.
Algumas horas do dia anterior havia pensado exaustivamente em minha ex-mulher, sentia que deveria fazer algo para tentar reconquista-la , comprei algumas flores , uma caixa de bombom e uma garrafa de champagne caso a reconciliação terminasse em algum motel .Cheguei em sua casa , e antes que pudesse abrir a porta do meu carro e correr para seus braços como uma criança abandonada , olhei o que não deveria ter olhado , braços enormes entrelaçados em seu corpo .Senti uma ânsia de ante daquela horrível visão , não haveria outro jeito , rumei sozinho para o motel aluguei um quarto , mastiguei de uma só vez a caixa de bombons , e me deleitei com uma garrafa de champagne.Tudo tinha sido tão patetico , senti uma tremenda vergonha , "como fui idiota! ", pensei comigo mesmo , lavei meu rosto , paguei a conta e corri em direção a cidade , iria talvez me estabelecer nessas casas de mulheres de "boa vida" .Com apenas r$150 reais , pode-se ter uma noite espetacular junto com as melhores e mais bonitas mulheres dessa cidade , e foi o que fiz , não havia duvida , estava mal , precisava de alguém que me consolasse.
Continua...
Não mentiria , se realmente eu tivesse dormido com uma mulher nessa cama ,certamente eu me recordaria , porém , nada me fazia lembrar das ultimas 18 horas .Tomei um banho , aparei a barba , vesti uma camisa sem passar e corri para o trabalho.
Fui recebido com um longo e exaustivo bombardeio de obuses , essas, recheadas das mais doces palavras que um homem no qual ,o coração saia pela boca e o rosto apimentava a cada gesto.Para aqueles que pensam ser meu "adorável chefe " , acertaram , não respondi uma palavra , mais pensei em 300 métodos de aplica-lo uma morte rápida .Quanto mais o tempo passava , mais as coisas iam piorando , o que era para ser apenas uma bronca entre patrão e empregado se transformou em gritos e berros vindo de um mesmo homem, um homem enfurecido por ter uma mulher que lhe pregasse galhos diariamente , respirava fundo a cada palavra cuspida em minha cara , me segurava para não fechar o punho e soca-lo até a morte .Fechei os olhos e por algum motivo no qual não me recordo , e que nessas circunstancias não faria tanta diferença , comecei a recordar o que havia se passado nas minhas 18 ultimas horas.
Algumas horas do dia anterior havia pensado exaustivamente em minha ex-mulher, sentia que deveria fazer algo para tentar reconquista-la , comprei algumas flores , uma caixa de bombom e uma garrafa de champagne caso a reconciliação terminasse em algum motel .Cheguei em sua casa , e antes que pudesse abrir a porta do meu carro e correr para seus braços como uma criança abandonada , olhei o que não deveria ter olhado , braços enormes entrelaçados em seu corpo .Senti uma ânsia de ante daquela horrível visão , não haveria outro jeito , rumei sozinho para o motel aluguei um quarto , mastiguei de uma só vez a caixa de bombons , e me deleitei com uma garrafa de champagne.Tudo tinha sido tão patetico , senti uma tremenda vergonha , "como fui idiota! ", pensei comigo mesmo , lavei meu rosto , paguei a conta e corri em direção a cidade , iria talvez me estabelecer nessas casas de mulheres de "boa vida" .Com apenas r$150 reais , pode-se ter uma noite espetacular junto com as melhores e mais bonitas mulheres dessa cidade , e foi o que fiz , não havia duvida , estava mal , precisava de alguém que me consolasse.
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