segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Tuberculose poética.

Temo por escrever algo que não me agrade , temo por sentir o que não sinto , releio inúmeras vezes o mesmo volume do velho livro que encobre de poeira minha prateleira recheada de coleções nunca lidas , faço o triste se tornar bonito nos olhos daqueles que nada vêem se não o abismo que percorre todos os seus caminhos , permito dizer a verdade crua e nua para os mais "puros" do seres , ignoro o sono que tenho fumando o cigarro " veneno de rato" , tomando o fétido café aguado e cheirando o pó amargo de minha saudade. Falo com amigos afastados por meio do tempo , o velho tempo que nos enche de nostalgia todas as manhãs quando olhamos para o espelho e lembramos de nossa infância .
E o medo , o medo de me tornar alguém apoético , apático , sem vida , alguém flamejante em busca de um sorriso , um amarelo sorriso desdentado , porém verdadeiro.

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